Vigilância Ambiental reforça orientações sobre o vírus da raiva e alerta moradores de Três Corações
A circulação do vírus da raiva em Minas Gerais reacendeu o alerta sobre a necessidade de intensificar as medidas de prevenção e vacinação de cães e gatos. A Prefeitura de Três Corações, por meio da Vigilância Ambiental, reforça a gravidade da doença, destacando que a raiva não possui cura após o surgimento dos sintomas e pode ser transmitida aos seres humanos, principalmente pela exposição à saliva de animais infectados. Diante deste cenário, a população é orientada a redobrar os cuidados e comunicar imediatamente qualquer situação que configure risco.
Entre as diretrizes estabelecidas, está o protocolo de atuação em casos de animais com comportamento atípico, como morcegos encontrados caídos, mortos ou se arrastando durante o dia. Nesses casos, a orientação é acionar a Vigilância Ambiental. Caso seja possível e sem risco de contato direto, recomenda-se cobrir o animal com um recipiente até a chegada da equipe técnica. O atendimento é realizado pelos telefones (35) 98821-8538 e (35) 98812-4423, ou presencialmente na Rua Coronel Alfredo Silva Junqueira, 57, Centro.
O médico veterinário Dr. Fernando Matuck, especialista na área, explicou que a raiva é uma zoonose altamente letal, capaz de atingir praticamente todos os mamíferos. O especialista enfatizou que, uma vez manifestados os sintomas, a doença evolui rapidamente para óbito. Ele alertou que os principais vetores são animais silvestres, notadamente os morcegos, que transmitem o vírus ao morderem outro animal. A saliva contaminada pode infectar pessoas que manipulam animais suspeitos sem o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), especialmente em contato com mucosas ou ferimentos.
Para a prevenção, o Dr. Fernando Matuck ressaltou que a vacinação é a medida mais eficaz. Ele destacou que a imunização é essencial não apenas para animais domésticos, mas também para bovinos, equinos e outros animais de criação, sendo as campanhas públicas de imunização e os atendimentos veterinários cruciais para impedir a reinfestação da doença.
Adicionalmente, foram emitidas orientações específicas para trabalhadores rurais e pessoas que lidam diretamente com animais. É fundamental evitar a manipulação sem proteção, sobretudo ao notar comportamentos anormais nos animais, como apatia extrema, dificuldade de locomoção ou agressividade repentina. Nesses casos, a recomendação é isolar o animal e acionar um profissional capacitado para avaliação e diagnóstico imediato.
A Vigilância Ambiental conclui que a busca imediata por atendimento é imperativa diante de qualquer suspeita. Manter a vacinação em dia e seguir as orientações de segurança são as medidas primárias para garantir a proteção das famílias, dos animais e de toda a comunidade tricordiana.
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