Uso inadequado da mochila escolar pode causar dores e problemas na coluna das crianças, alerta fisioterapeuta
Com o retorno às aulas, a atenção dos pais volta-se novamente para um item essencial da rotina escolar: a mochila. Embora faça parte do dia a dia de crianças e adolescentes, o uso inadequado, o excesso de peso e a má distribuição do material podem gerar desconforto e acender sinais de alerta sobre a saúde da coluna.
Para esclarecer dúvidas e orientar as famílias, a fisioterapeuta Adriana Moscardini explicou que, apesar de muitas preocupações envolvendo mochilas e dores nas costas, um estudo com mais de 72 mil adolescentes não encontrou relação direta entre o tipo ou o peso da mochila e o surgimento de dor.
Recomendações de Carga
Apesar da ausência de uma relação direta entre mochila e dor, a fisioterapeuta Adriana Moscardini recomendou uma prática de cuidado essencial: o peso transportado não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança. Caso o aluno se queixe de desconforto, é possível retirar um caderno, livro ou apostila e carregar o material nas mãos, junto ao corpo, para aliviar a carga momentaneamente.
O Contexto do Estirão de Crescimento
A fisioterapeuta ressaltou que o peso da mochila faz parte do desenvolvimento normal das crianças e que não há necessidade de os pais carregarem o material para os filhos. No entanto, o período coincide com o estirão de crescimento – entre 9 e 15 anos nas meninas e de 12 a 17 anos nos meninos – fase em que podem surgir dores naturais do crescimento, alterações posturais ou até deformidades, como a escoliose.
A Importância da Observação Postural
Adriana Moscardini enfatizou que qualquer assimetria, como um ombro mais alto que o outro, deve motivar uma avaliação profissional, já que este é o momento mais favorável para tratar alterações na coluna. Ela explicou que observar a postura da criança com e sem a mochila é fundamental. Quanto mais cedo uma alteração é identificada, melhores são os resultados do acompanhamento.
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